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"If this time was the last time
Could I hold you all life long?
Since this time is the last time
Can I hold you all night long?"

Ernst Mach, plagiando Gustav Fechner:

"A coisa é um símbolo mental para um complexo de sensações de uma estabilidade relativa"

Carrego o peso da lua,
Três paixões mal curadas,
Um saara de páginas,
Essa infinita madrugada.

Viver de noite
Me fez senhor do fogo.
A vocês, eu deixo o sono.

O sonho, não.
Esse, eu mesmo carrego.

Paulo Leminski

Hermann Ebbinghaus, comentando em 1908 sobre a proliferação da Psicologia no ocidente:

"Primeiro em longos intervalos, então em rápida sucessão, numerosas revistas puramente psicológicas tem sido fundadas nos principais países civilizados"

É aquela dosezinha básica de eurocentrismo colonialista na veia

(EBBINGHAUS, Hermann. Psychology - an elementary text-book. Boston: D. C. Heath & Co., 1908, p. 25)

O Rio de Janeiro seria mais feliz se não tivesse a instituição do petit comité.

É até engraçado ouvir falar em meritocracia no Brasil. Especialmente o povo direitoso, que a defende, é aquele em que sempre alguém tem uma pensão de militar, aposentadoria gorda, herança, filiação ou outro tipo de pistolão ou conforto.

Ou é pé-rapado com síndrome de Silvio Santos.

O início da publicidade dos psicofármacos: para controlar mulheres agitadas, donas de casa inquietas, mulheres ressentidas na menopausa, crianças que dão trabalho e idosos desafiadores.

Para deixar todo mundo quietinho, pianinho.

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Another text on Charcot and Brouillet's painting: La Salpêtrière - Fact, fiction and speculation about Blanche Wittmann

theclassicphotomag.com/la-salp

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Article sur le tableau "Une leçon clinique à la Salpêtrière", de André Brouillet, où Charcot donne ses leçons sur les histériques.

ateliercst.hypotheses.org/3889

A história da psiquiatria e seus legados e curiosidades. Em 1900, Moebius publicou *Über den physiologischen Schwachsinn des Weibes* (Sobre a inferioridade mental da mulher). Não faz tanto tempo...
scientificusblogpt.wordpress.c

Um que sempre me marcou é *Sete Anos no Tibet*, de Jean-Jacques Annaud. Da história real à adaptação à fotografia e trilha sonora.

Sempre me emociono. Uma história de como a vida dilapida qualquer ego, deixando apenas a angústia e as resoluções existenciais, que são nosso traço mais profundo.

Há o livro de Heinrich Harrer, mas não só: Peter Aufschnaiter também escreveu um livro, menos conhecido, intitulado *Oito Anos no Tibet*.

Nos anos 1970 estávamos em plena era da revolução sexual, e nessa época começou a publicar 3 estudos sobre a história da sexualidade. O lema, nessa época, era o da liberação sexual, do prazer liberado de qualquer grilhão, do sexo sem culpa.

E Foucault, já no vol. I da Historia da sexualidade, tentava dizer "cuidado aí, não é bem assim": no chão desse protagonismo e bom-mocismo contra a repressão do sexo, será que não passam mecanismos de poder que as pessoas simplesmente desconsideram, mas que igualmente as governam? Ao focar a crítica no caráter simplesmente repressivo sobre o sexo, não estaríamos fechando os olhos para mecanismos ainda mais insidiosos, que fazem o sexo falar ao invés de calar, se proliferar em inúmeras formas ao invés de parar, e ser em todas essas formas inteiramente regulado, tanto nos aspectos individuais quanto coletivos?

É certo que mecanismos de repressão existem e precisam ser localizados e combatidos. Mas Foucault deu vários passos a mais e ensinou que é importante desconfiar de qualquer bom-mocismo que transforma alguém em automático protagonista da História, arrastando consigo as consciências ignorantes. Esses apenas reiteram mecanismos que caberia a eles mesmos criticar.

Not every master is exactly that one that we imagine. An historical mistake surrounding a photo atributed to "Cartier-Bresson", but made by Rui Palha.

youtu.be/Z6TjZvs3Ges?si=BpvMeZ

"Fique tranquilo: nada está sob controle"

Acho que sou o único ser do planeta que não acha legal fazer lives ou assisti-las. Menos ainda quando são acadêmicas.

Os jovens de antigamente até poderiam ser um nada (para aqueles que gostam de ignorar que a juventude é o futuro).

Aí veio o Tiktok e o Instagram (e de algum modo todo mundo pressente que não haverá mais futuro).

Na universidade há uma tensão cada vez maior entre atividades administrativas e acadêmicas, especialmente de pesquisa. Ocupar o tempo numas dificulta as outras. Não é à toa que as pessoas se encastelam nesses dois extremos. Só que a pesquisa sempre é o termo mais fraco, instável e custoso da coisa.

O Gmail quer que eu mude para um email aprimorado, com aquele cheirim de que uma IA fará tudo por mim.

Imaginar uma IA organizando meus dados é como imaginar os algoritmos das Big Techs organizando os resultados de busca e as coisas que aparecem nas redes sociais: um desastre.

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